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Goiás na rota do ouro da Paraolimpíada

 Ao todo, 14 atletas do Estado estarão na disputa dos Jogos, que ocorrerão em setembro. Alguns deles carregam boas chances de conquista de medalha

dwan

20/07/2016 05:00 – Jornal O popular – Dwan Gomes, do basquete sobre rodas

O sonho nunca esteve tão concreto. Ainda que muitos atletas já tivessem recebido a confirmação da participação na Rio 2016, a presença de seus nomes na lista de convocação, divulgada, ontem, pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), traz a certeza, que tranquiliza e, ao mesmo tempo, faz o coração bater mais forte. Entre os 278 componentes da delegação brasileira na Paraolimpíada, 14 representam Goiás, em seis modalidades.

Nascidos ou não no Estado, eles são atletas que construíram parte de suas trajetórias em solo goiano. É o caso de Andrey Muniz, que disputará a prova do Tiro com Arco, na categoria Composto Open. Há 21 anos, o arqueiro, da paranaense Apucarana, veio para Goiânia e, em 2008, teve seu primeiro contato com o esporte.

Antes um hobby, que surgiu após se inspirar em um personagem de um jogo de RPG, a modalidade se tornou um compromisso sério, capaz de levar o atleta, de 40 anos, à sua primeira Paralimpíada. “Quando comecei no esporte, não buscava competir, mas, sim, ter alguma atividade para praticar. Treinei bastante, fui disputando provas, os resultados vieram e cheguei até aqui”, disse Andrey, que, em 1995, ficou paraplégico após um acidente de carro.

Além do atleta do Tiro com Arco, outros oito representantes de Goiás estrearão nos Jogos Paralímpicos do Rio. Entre eles, a mesatenista Thaís Fraga, de 23 anos. Em março, ela soube que estava convocada para a competição, mas confessa que o anúncio oficial traz alívio. Mesmo com a pouca idade, ela vive momentos que a fazem sentir no ápice da carreira. “Tenho uma expectativa muito grande acerca de tudo. É como estar no auge, é maior evento que um atleta pode disputar”, explicou.

Já na reta final de preparação, a estudante de Fisioterapia, que trancou a faculdade para se dedicar à preparação para a Rio 2016, passa os dias entre a academia, onde se prepara fisicamente, e os treinos técnicos, realizados na Associação dos Deficientes Físicos do Estado de Goiás (Adfego). “Já tentei fazer muitas coisas, mas eu vivo é pelo esporte”, sentenciou.